Mas num mundo de homens quem leva isso em consideração?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A Mulher na Cidade
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Renovação Urbana

As críticas que se fazem a este tipo de intervenções relacionam-se com a manutenção nos processos de intervenção da dicotomia entre as decisões que dizem respeito ao desenvolvimento social e ao desenvolvimento urbano; as dificuldades relacionadas com uma participação mais alargada dos "vizinhos",
uma vedação construída por vizinhos têm um impacto bastante diferente de uma outra construída por guardas armados. (Kevin Lynch1999:265),
nos processos de intervenção é também incipiente capacidade de inovação por parte das intervenções que parece ser repetida de norte a sul do país, o problema parece estar no tipo de estatuto que é dado ao sujeito nestes programas e a fraqueza das reflexões e das acções que visam a transformação das relações entre os serviços que gerem os bairros e os habitantes e os que conduzem estes programas.
(....), Mais do que desenhar um projecto não será de todo inútil precisar as ideias que o fundam, sendo o principal risco de incompreensão que nasce dos nossos hábitos de pensar em termos de oposição ou de uma escolha ideológica, de convicção contra convicção, sistema contra sistema. Entrar num campo em que se esconde os nossos defeitos criticando o campo dos outros, assim a questão mais premente de hoje em dia é:
Em que campo está você?
(André Barthélémy 1995:165).
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
O senhor e o vassalo........
Interajuda ou inter-ajuda? Interinfluem ou inter-influem? Inter relação ou inter-relação? Sub cultura ou subcultura? Sub item ou subitem? Subgrupo ou sub grupo? Inter-agir ou interagir? Subúrbio ou sub-urbio? Desculpem, mas são dúvidas que vão surgindo!
O pensamento único, constata que a "assimetria" não é um registo de desvio na interdependência, mas talvez toda a sua essência. Não falamos da interdependência analisada no ponto de vista da inter-relação ou interactividade, estas permanecem universais desde a Antiga Grécia até à actualidade. Trata-se sim da "interdependência" entre desiguais, da relação de sujeição e domínio que torna, se quiserem, "interdependentes", o senhor e o vassalo, já que um não o é, sem o outro.
A interdependência pode ser compreendida em termos da mútua dependência que existe entre as partes e o todo. Sem as partes, não pode haver o todo e, sem o todo, o conceito de parte não tem sentido. A ideia de todo implica partes, mas cada uma dessas partes precisa ser considerada como um todo composto de suas próprias partes.
Nós passamos, muito rapidamente, de uma certa clareza teórica do que é um subúrbio, do que é uma periferia urbana, num modelo racionalista da metrópole polar em que o conceito de subúrbio, o conceito de periferia urbana se definia na sua relação ao centro, portanto é um conceito negativo, é qualquer coisa cuja génese/relacionamento/compreensão é induzida por um centro. Num sistema urbano de tipo Christalleriano, as cidades distribuem-se segundo uma hierarquia na qual a influência e as relações se processam em função da dimensão. (François Ascher1998.18). O subúrbio e a periferia urbana existiam num modelo de organização urbana tipo planetário, isto é, havia um centro, havia umas periferias à volta e depois haviam uns movimentos que estruturavam esses lugares periféricos em relação a um centro.
Modelo polar Christalleriano



